No Dia Internacional da Mulher, é impossível não lembrar de tantas mulheres que caminham ao lado de homens que escolheram trilhar a senda da maçonaria.
Muitas vezes, os olhares se voltam apenas para o maçom, seus estudos, suas reuniões, seus rituais. Mas, silenciosamente, existe uma presença firme ao lado dele: a esposa.
Ser esposa de um maçom é, muitas vezes, aprender a compreender sem perguntar demais, apoiar sem exigir explicações e confiar em valores que nem sempre são visíveis no cotidiano.
É entender que aquele homem que sai para uma reunião não vai apenas encontrar amigos, ele vai lapidar a si mesmo.
E quem vive ao lado de alguém que busca ser melhor, inevitavelmente também participa dessa construção.
Essas mulheres, com paciência e sensibilidade, ajudam a sustentar o equilíbrio da casa enquanto seus companheiros estudam virtudes como justiça, sabedoria e fraternidade.
Elas não estão dentro do templo físico, mas fazem parte do templo invisível que se constrói na vida familiar.
Porque um homem não se torna melhor sozinho.
Por trás de muitos maçons dedicados existe uma mulher que compreendeu suas ausências, respeitou seus compromissos e, principalmente, acreditou no propósito da caminhada.
Ser esposa de um maçom é, de certa forma, também viver os princípios da fraternidade, da paciência e da construção moral, ainda que de maneira discreta.
E talvez aí esteja uma das formas mais bonitas de força feminina: aquela que não precisa de aplausos para existir, mas que sustenta pilares inteiros sem que muitos percebam.
Neste Dia da Mulher, que se reconheça também essas mulheres, companheiras, amigas, confidentes, que ajudam a manter viva, dentro do lar, a mesma luz que seus maridos buscam acender no mundo.
Porque enquanto alguns constroem templos com símbolos…
elas ajudam a construir vidas com amor, silêncio e grandeza.
Mary Marques




