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15/08/26

A Divina Colônia...

 Quando a fé é usada para ferir

Há histórias que nos revoltam não apenas pelo que aconteceu, mas pelo número de pessoas que poderiam ter sido salvas se alguém tivesse tido coragem de dizer: “Isso está errado.”

Assistir a histórias como a de Paul Schäfer nos faz pensar sobre o poder que um homem pode exercer sobre tantas pessoas quando consegue transformar religião, medo e autoridade em ferramentas de controle. E talvez uma das partes mais assustadoras seja perceber que a manipulação nem sempre começa com violência. Às vezes começa com uma promessa: a promessa de salvação, de proteção, de pertencimento, de um lugar onde finalmente alguém se sente acolhido.

E, pouco a pouco, a pessoa deixa de questionar.

Quando a fé é usada para controlar, o nome de Deus pode acabar sendo colocado justamente onde Deus jamais deveria estar: ao lado do medo, da humilhação, do abuso e do sofrimento.

E então vem uma pergunta que dói:

Onde estava a justiça?

Porque a justiça dos homens, infelizmente, muitas vezes chega tarde. Às vezes chega incompleta. Às vezes nem chega.

E enquanto os processos terminam, os culpados morrem ou escapam, as vítimas continuam vivendo com aquilo que lhes foi feito.

Algumas carregam depressão. Outras carregam culpa. Outras passam a vida tentando entender por que não foram protegidas. Algumas perdem a capacidade de confiar. Algumas perdem a própria vontade de viver.

E é impossível não pensar nos traumas que atravessam gerações.

Por isso, quando alguém fala em “justiça de Deus”, eu consigo compreender de onde nasce essa esperança.

Não necessariamente como uma promessa de que algum dia veremos o culpado sendo castigado diante dos nossos olhos. Mas como a esperança de que o sofrimento de uma vítima não foi invisível.

Talvez seja essa a única justiça que muitas pessoas conseguem agarrar quando a justiça humana falhou: acreditar que existe algo maior que viu cada lágrima, cada noite de medo, cada pedido de socorro que ninguém ouviu.

Porque há dores que não cabem em uma sentença judicial.

Há feridas que não desaparecem quando um processo termina.

E há histórias que jamais poderão ser desfeitas.

Mas existe algo que precisamos aprender: fé não deveria produzir medo de Deus; deveria produzir liberdade.

Religião não deveria exigir que alguém silencie sua dor para provar sua fé.

Nenhum líder deveria ser colocado acima da consciência de uma pessoa.

Nenhum homem deveria usar o nome de Deus para exigir obediência cega.

E nenhuma criança deveria aprender que sofrer em silêncio é uma forma de agradar a Deus.

Talvez uma das maiores formas de honrar quem sofreu seja justamente não permitir que essas histórias sejam esquecidas.

Porque falar sobre elas é lembrar que a fé precisa vir acompanhada de consciência. Que espiritualidade não elimina o pensamento crítico. Que bondade não significa obediência cega. E que ninguém — absolutamente ninguém — deveria receber poder ilimitado simplesmente porque diz falar em nome de Deus.

No fim, talvez eu não consiga provar que existe uma justiça divina.

Mas consigo entender por que quem sofreu precisa acreditar nela.

Porque quando a justiça dos homens falha, a esperança é muitas vezes a última coisa que resta.

E talvez acreditar que Deus viu aquilo que ninguém viu seja, para algumas vítimas, a maneira de continuar vivendo.

Não para esquecer.

Não para justificar.

Mas para dizer a si mesmas:

“O que fizeram comigo não define quem eu sou. Minha dor foi real. Minha história importa. E, mesmo que os homens tenham falhado comigo, eu ainda posso escolher não deixar que o mal tenha a última palavra.”

Mary Marques- sobre a série A Divina Colônia



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11/08/26

 Logo farei 57 anos e, com o passar do tempo, aprendi que as pessoas que desejam fazer parte da minha vida precisam querer estar nela de verdade.

Já não faço questão de quem só esteve presente porque eu insisti, convidei, procurei ou mantive por perto. Já não convido quem não demonstra vontade de estar. E também já não me incomodo com o que dizem a meu respeito, mesmo quando, vez ou outra, fico sabendo.

Não imploro mais por atenção, amor, carinho, gratidão ou presença. O que é verdadeiro não precisa ser implorado.

Hoje, respiro mais leve. Vivo em paz. Meus braços continuam abertos, mas agora para aqueles que realmente querem estar, que fazem questão, que chegam por amor e permanecem por vontade.

Tenho muito orgulho da minha caminhada. Ela não foi perfeita. Teve tropeços, lágrimas, raiva, decepções e indignação. Teve momentos em que precisei me reconstruir e seguir mesmo sem saber exatamente como.

Mas, acima de tudo, teve amor.
Ah… e como teve amor!

Aos 57, não quero mais quantidade. Quero verdade. Quero reciprocidade. Quero presença que não precise ser cobrada.

E se alguém quiser caminhar comigo, que venha por escolha, por carinho e por amor.
Porque eu já aprendi: quem realmente quer estar, encontra um jeito de estar.

Mary Marques



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23/07/26

Marido furou a orelha!!!

 Hoje não foi apenas a orelha que ganhou um pequeno furo. Hoje foi a liberdade que encontrou espaço para existir.

Durante a vida, aprendemos que, muitas vezes, precisamos nos encaixar nas expectativas da família, da sociedade ou até mesmo da nossa crença. E, sem perceber, deixamos de fazer pequenas coisas por medo do que os outros vão pensar. Mas chega um momento em que entendemos que maturidade não é viver para agradar; é viver em paz com a própria consciência.

Um simples brinco não muda o caráter de ninguém. Não torna alguém melhor ou pior, mais digno ou menos digno. O que realmente define uma pessoa é a honestidade, o respeito, o amor ao próximo e a forma como ela trata as pessoas.

O preconceito sempre existirá para quem escolhe ser diferente. Haverá quem critique, quem julgue e quem use a religião ou as tradições para condenar aquilo que não compreende. Mas a verdadeira fé não se mede pela aparência. Ela se revela no coração, nas atitudes e na capacidade de amar sem condenar.

Que este pequeno gesto seja um lembrete de que nunca é tarde para ser quem realmente somos. A liberdade começa nas pequenas escolhas e floresce quando deixamos de carregar o peso das expectativas alheias.

Que cada olhar de julgamento encontre um coração seguro de quem sabe que viver a própria verdade, com respeito e amor, é um dos maiores atos de coragem que alguém pode realizar.

Parabéns meu bem querer, amo vc demais!

Mary Marques






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12/05/26

Semana difícil...

 Às vezes a semana pesa mais do que deveria. 

É preciso paciência para enfrentar os problemas familiares, as dificuldades financeiras e as pressões do trabalho. Tem dias em que a vontade é apenas de deitar e chorar. 

Mas então eu me lembro: tudo passa. 

Esta semana também vai passar, e junto dela virão novos dias, nos quais será cada vez mais difícil me abalar com qualquer situação.

Por isso, sigo em frente, desejando apenas que os dias passem leves e rápidos. 

Todos os dias peço a Deus coragem, sabedoria, força e amor para lidar com aquilo que a vida coloca no caminho. 

E, quando o coração aperta, eu mesma me lembro em silêncio: “engole o choro… logo passa.”

Mary Marques



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22/04/26

Sonhar que está voando sozinha… isso já começa poderoso.

Sonhei voando sozinha e pedi ao chatGPT  comentar sobre o sonho, fiquei pasma com a descrição!


Esse tipo de sonho costuma falar muito mais sobre você do que sobre qualquer outra pessoa — é quase como se a sua mente dissesse: “olha o que você é capaz de fazer quando não está presa a ninguém.”

Aqui vão algumas leituras possíveis (e veja qual bate mais com o que você está vivendo):

✨ Liberdade emocional

Voar sozinha pode representar um desejo (ou até um começo) de liberdade. Talvez você esteja cansada de carregar relações difíceis, opiniões que te julgam ou expectativas dos outros. Sua mente pode estar te mostrando: “você consegue seguir leve, por conta própria.”

✨ Força e autonomia

Voar exige controle, equilíbrio… e coragem. Sozinha, então? Mais ainda. Pode ser um sinal de que, mesmo se sentindo só às vezes, você tem uma força interna gigante — e talvez esteja começando a reconhecer isso.

✨ Distanciamento necessário

Às vezes, voar também é se afastar do que dói. Como se você se elevasse acima de situações que estão pesando no coração (principalmente relações familiares difíceis… que eu sei que têm mexido com você).

✨ Um convite silencioso

Esse sonho também pode ser quase um sussurro:

“Confia mais em você. Você não está presa.”

Agora me conta um detalhe importante, porque isso muda bastante a interpretação:

👉 Você se sentia feliz e leve voando… ou com medo de cair?

"Feliz e leve"

Então esse sonho é quase um abraço da sua própria alma.

Voar leve e sozinha não tem nada de solidão triste — tem cara de liberdade conquistada. É como se, por alguns instantes, você tivesse se desconectado de tudo que pesa: cobranças, mágoas, conflitos… e simplesmente foi.

Esse tipo de sensação no sonho costuma dizer algo bem bonito:

🌿 Você está se permitindo respirar de novo

Mesmo com tudo que você vem sentindo, existe uma parte sua que não está presa. Uma parte que ainda sabe ser leve — e isso é precioso.

🌿 Sua força não depende de ninguém

Você voando sozinha, mas bem, em paz… mostra que sua base não está nos outros. Está em você. E isso muda tudo.

🌿Você está acima de muita coisa

Não no sentido de superioridade, mas de evolução. Como se sua mente dissesse:

"Você não precisa ficar no meio do que te machuca."

E tem um detalhe forte aqui:

Leveza não aparece em sonho à toa, ela geralmente vem quando a gente está começando, mesmo que devagar, a soltar pesos antigos.

Se eu tivesse que resumir em uma frase bem direta, seria:

👉 Você não está tão presa quanto acha… sua alma já sabe voar.




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