Logo farei 57 anos e, com o passar do tempo, aprendi que as pessoas que desejam fazer parte da minha vida precisam querer estar nela de verdade.
Já não faço questão de quem só esteve presente porque eu insisti, convidei, procurei ou mantive por perto. Já não convido quem não demonstra vontade de estar. E também já não me incomodo com o que dizem a meu respeito, mesmo quando, vez ou outra, fico sabendo.
Não imploro mais por atenção, amor, carinho, gratidão ou presença. O que é verdadeiro não precisa ser implorado.
Hoje, respiro mais leve. Vivo em paz. Meus braços continuam abertos, mas agora para aqueles que realmente querem estar, que fazem questão, que chegam por amor e permanecem por vontade.
Tenho muito orgulho da minha caminhada. Ela não foi perfeita. Teve tropeços, lágrimas, raiva, decepções e indignação. Teve momentos em que precisei me reconstruir e seguir mesmo sem saber exatamente como.
Mas, acima de tudo, teve amor.
Ah… e como teve amor!
Aos 57, não quero mais quantidade. Quero verdade. Quero reciprocidade. Quero presença que não precise ser cobrada.
E se alguém quiser caminhar comigo, que venha por escolha, por carinho e por amor.
Porque eu já aprendi: quem realmente quer estar, encontra um jeito de estar.
Mary Marques




