Acredite em seus Sonhos! Conheça meu canal no youtube e faça parte da rede se inscrevendo, curtindo e comentando!

06/03/26

Será que exigimos demais de nós?

 Às vezes a vida não está pedindo perfeição… está pedindo apenas coragem.

Curiosamente, quando pensamos em mudar algo em nossa vida . Um trabalho, um relacionamento, um projeto, um sonho antigo, a primeira coisa que fazemos é criar uma lista enorme de exigências para nós mesmos.

“Quando eu tiver mais dinheiro…”

“Quando eu estiver mais preparado…”

“Quando eu tiver mais tempo…”

“Quando eu trabalhar um pouco mais…”

E assim vamos empurrando a vida para frente como quem adia um encontro importante.

Mas, muitas vezes, essas exigências não são prudência… são medo disfarçado de responsabilidade.

O medo de sair do conhecido.

O medo de falhar.

O medo de descobrir que somos capazes  ou de descobrir que o caminho é diferente do que imaginávamos.

Então criamos condições quase impossíveis. Como se disséssemos para a vida:

“Eu mudo… mas só quando tudo estiver perfeitamente seguro.”

O problema é que quase nada verdadeiramente novo nasce da segurança absoluta.

Mudanças sempre pedem um pequeno salto no escuro.

Isso não significa agir sem pensar. Significa entender que esperar condições perfeitas pode ser apenas uma forma elegante de permanecer parado.

Às vezes, não precisamos de mais dinheiro.

Nem de mais tempo.

Nem de mais garantias.

Às vezes precisamos apenas de um pouco mais de coragem para começar com o que já temos.

Porque a vida tem um jeito curioso:

quando damos o primeiro passo, o caminho começa a aparecer.

E aquilo que parecia impossível ontem…amanhã vira apenas a história de quando decidimos parar de exigir tanto de nós mesmos e simplesmente viver. 

Mary Marques



Leia mais

02/03/26

41 anos de casados!

Quarenta e um anos de casamento não é só uma data… é uma travessia.

É ter escolhido a mesma pessoa milhares de vezes, nos dias fáceis e, principalmente, nos dias em que tudo parecia difícil demais.

41 anos é tempo suficiente para ver o amor sair do encantamento juvenil e virar decisão madura. 

É quando o “eu te amo” deixa de ser apenas sentimento e passa a ser atitude: permanecer, cuidar, perdoar, reconstruir.

É ter vivido fases. Sonhos começando. Contas para pagar. Filhos crescendo. Silêncios necessários. Conversas que doeram, mas fortaleceram. Risadas que viraram memória eterna. É olhar para trás e perceber que não foi um conto de fadas,  foi uma construção. 

E construção de verdade tem poeira, tem esforço, mas no final tem solidez.

Quarenta e um anos é entender que amar não é viver sem conflitos, é decidir que nenhum conflito vale mais do que a história construída.

É ter aprendido que o amor não é sobre perfeição. 

É sobre parceria. 

Sobre segurar a mão quando o mundo pesa. 

Sobre continuar acreditando mesmo quando a fase não ajuda. 

Sobre envelhecer juntos — e ainda assim se reconhecer nos olhos do outro.

Porque no fundo, casamento longo não é sobre “dar certo” por acaso. 

É sobre dois adultos que disseram: “vamos continuar”.

E continuar… por 41 anos… é coisa de gente forte.

Meu bem, que venham mais capítulos. Porque uma história assim não é passado, é legado!

Mary Marques



Leia mais

18/02/26

Entre o Amor e os Limites

 Escrevo essa carta não para discutir o passado, mas para aliviar o meu coração.

Durante o seu crescimento, eu estive presente como pude e como soube. Cuidei, eduquei, apoiei, investi tempo, energia e amor. 

Fiz isso porque te amava — e continuo amando. 

Nunca foi obrigação. Sempre foi escolha.

Se em algum momento eu falhei, foi dentro das minhas limitações humanas, não por falta de amor. Quem cuida também erra. 

Quem ama também aprende.

Foi difícil perceber a distância entre nós e, principalmente, sentir que a imagem que você tem de mim não corresponde à intenção que sempre guiou minhas atitudes. 

Ainda assim, respeito o seu momento, sua fase e as influências que fazem parte da sua caminhada.

O que eu não posso fazer é aceitar ser vista apenas quando há necessidade material. 

Relações verdadeiras são construídas em presença, não em conveniência.

Eu não desejo conflito. Não desejo que você escolha lados. 

Só desejo que, um dia, você consiga olhar para nossa história com maturidade e equilíbrio, lembrando não apenas dos possíveis erros, mas também do cuidado, das renúncias e do carinho que existiram.

Meu amor por você não depende de proximidade, mas meu respeito por mim mesma depende de limites.

Se um dia quiser se aproximar de forma sincera, meu coração estará aberto.

Mas ele também estará em paz, independentemente disso.

Com amor,

🌿🌷🌿🌷🌿

Mary Marques



Leia mais

16/01/26

Quando eu partir...

 Quando eu partir, não digas que me fui cedo. A vida não se mede em anos, mede-se em intensidade e  eu existi o bastante para ser inteira.

Ao longo da jornada, cruzamos risos que revelaram verdades, dores que depuraram o espírito e silêncios que, mesmo mudos, disseram tudo.

Os abraços, os gestos, os desabafos e as bênçãos, tudo isso foi o tecido invisível que costurou a minha presença neste mundo.

Quando eu partir, lembra-te de que nenhum dia foi desperdiçado. 

Vivi cada instante como quem sabe que o tempo é um mestre impiedoso, porém generoso com quem o honra.

E partirei grata, não pelos anos que tive, mas pela profundidade com que pude habitá-los.

Aliás eu te pergunto, participou de algum momento da minha existência?

Sentiu meu abraço caloroso ou até mesmo desabafou comigo?

Ou talvez ainda eu desabei com você?

Pois é, vivi a vida!

Mary Marques



Leia mais

27/12/25

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Há um vazio difícil de explicar quando percebemos

que, para nos ver vivos, é preciso quase implorar — negociar tempo, justificar sentimentos, pagar a distância.

Mas para a morte, não há obstáculos: não falta dinheiro, não falta esforço, não falta agenda.

A ausência, curiosamente, só pesa quando já não há mais quem a sinta.

Isso não fala sobre amor inexistente, mas sobre prioridades confusas. Muitos só entendem o valor da presença quando ela já não pode mais ser entregue.

A morte impõe uma solenidade que a vida, injustamente, não recebe.

Como se o cotidiano fosse eterno e o adeus, urgente.

O pensamento machuca porque revela uma verdade

incômoda: amar vivo exige escolha, renúncia, responsabilidade.

Honrar os mortos é mais simples — não exige convivência, nem paciência, nem entrega diária.

Talvez a maior tragédia não seja faltar ao enterro, mas faltar à vida enquanto ela ainda chama.

Porque no fim, o que mais dói não é quem partiu… é quem ficou esperando por quem ainda podia ter vindo.

 Mary Marques




Leia mais

Redes sociais

Facebook Email

Arquivo do blog

Postagens populares

Total de visualizações de página

Seguidores

Postagem em destaque

O nascer de um Livro! O bebê nasceu!

 Fui duvidada sim, fui criticada sim! Após alguns dias, me desanimaram e me desacreditaram, achando que eu estava louca! "Agora vc quer...

Copyright © Tão simples Tão eu | Powered by Blogger
Design by Lizard Themes | Blogger Theme by Lasantha - PremiumBloggerTemplates.com