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16/01/26

Quando eu partir...

 Quando eu partir, não digas que me fui cedo. A vida não se mede em anos, mede-se em intensidade e  eu existi o bastante para ser inteira.

Ao longo da jornada, cruzamos risos que revelaram verdades, dores que depuraram o espírito e silêncios que, mesmo mudos, disseram tudo.

Os abraços, os gestos, os desabafos e as bênçãos, tudo isso foi o tecido invisível que costurou a minha presença neste mundo.

Quando eu partir, lembra-te de que nenhum dia foi desperdiçado. 

Vivi cada instante como quem sabe que o tempo é um mestre impiedoso, porém generoso com quem o honra.

E partirei grata, não pelos anos que tive, mas pela profundidade com que pude habitá-los.

Aliás eu te pergunto, participou de algum momento da minha existência?

Sentiu meu abraço caloroso ou até mesmo desabafou comigo?

Ou talvez ainda eu desabei com você?

Pois é, vivi a vida!

Mary Marques



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27/12/25

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Há um vazio difícil de explicar quando percebemos

que, para nos ver vivos, é preciso quase implorar — negociar tempo, justificar sentimentos, pagar a distância.

Mas para a morte, não há obstáculos: não falta dinheiro, não falta esforço, não falta agenda.

A ausência, curiosamente, só pesa quando já não há mais quem a sinta.

Isso não fala sobre amor inexistente, mas sobre prioridades confusas. Muitos só entendem o valor da presença quando ela já não pode mais ser entregue.

A morte impõe uma solenidade que a vida, injustamente, não recebe.

Como se o cotidiano fosse eterno e o adeus, urgente.

O pensamento machuca porque revela uma verdade

incômoda: amar vivo exige escolha, renúncia, responsabilidade.

Honrar os mortos é mais simples — não exige convivência, nem paciência, nem entrega diária.

Talvez a maior tragédia não seja faltar ao enterro, mas faltar à vida enquanto ela ainda chama.

Porque no fim, o que mais dói não é quem partiu… é quem ficou esperando por quem ainda podia ter vindo.

 Mary Marques




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18/12/25

Será que a transformação só acontece quando a exaustão chega?

 Às vezes me pergunto se o ser humano precisa mesmo levar o corpo ao limite para conseguir mudar a mente.

Será que a transformação só acontece quando a exaustão chega, quando o cansaço cala o pensamento crítico e o corpo pede arrego?

Existe uma linha tênue — e perigosa — entre superação e quebra.

Quando o corpo está exausto, a mente fica vulnerável. E mente vulnerável é terreno fértil para ideias prontas, discursos sedutores e “verdades” empacotadas como solução rápida. Não é evolução… é rendição disfarçada de progresso.

Muitos movimentos que surgem como “moda” vendem a ideia de que o sofrimento extremo purifica, acorda, liberta. Mas até que ponto isso não é só manipulação elegante?

Quando alguém está no limite, ela não escolhe — ela aceita. Não reflete — absorve. Não decide — segue.

A verdadeira mudança não deveria nascer do colapso, mas da consciência.

Não do corpo quebrado, mas da mente desperta.

Não da pressão coletiva, mas do silêncio interno que questiona.

Transformação real não precisa gritar, nem humilhar o corpo para existir.

Ela acontece quando há lucidez, autonomia e coragem de pensar por conta própria — mesmo indo contra a maré.

Talvez o maior ato revolucionário hoje não seja aguentar mais…

Mas pensar melhor.

Mary Marques



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05/12/25

Sobre a Árvore de Natal...

 Todos sabemos que a árvore de Natal é simbólica, claro.

Mas, quando somos crianças, nada disso importa: a gente vibra, fica elétrico só de ver aquela árvore iluminada dentro de casa. E se tiver presentes embaixo então… aí o coração dispara! A expectativa, a curiosidade — qual será o meu? — tudo vira magia pura.

Lembro que, na minha infância, houve um ano especial. A árvore estava montada e havia presentes para todos. Minha mãe, com seus nove filhos, comprou cada presente ao longo do ano, juntando carinho em forma de pacotinhos.

Aquele Natal foi mágico. Brilha até hoje na memória.

Depois cresci. Casei com uma família religiosa em que a árvore não fazia parte das tradições natalinas. Eu, ainda adolescente, segui a religiosidade deles. Durante meu casamento, até montei  uma árvore algumas vezes… mas não tinha o mesmo encanto. Eu sabia que, dentro daquele contexto, aquilo não era bem visto. E magia que é magia não se força — ela nasce.

E então chegou este ano, depois de 40 anos de casados, já não sigo a religião deles, descobri que Deus está dentro de nós e em cada ação, pensamentos, atitudes e  comportamentos.

Meu marido sugeriu: “Podíamos montar uma árvore de Natal.”

E algo dentro de mim despertou. Minha  terceira geração estará reunida antes do Natal — netos, bisneto, genros, filhos — e teremos surpresas para todos.

Ontem comprei a árvore. E, no meio dos embrulhos, senti aquele mesmo calorzinho do Natal da minha infância. A magia voltou.

Enchi os presentes com carinho, como quem coloca luz dentro de cada papel colorido.

Reunir minha família é um presente em si. Vejo, com muita clareza, o quanto Deus tem sido generoso conosco. Nem todos têm esse privilégio — e muitos, quando têm, deixam escapar pelos dedos.


Somos abençoados.

E nossa família inteira é abençoada.

Mary Marques



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26/11/25

Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

 Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

A gente espera reconciliação, um último toque, uma palavra que feche o ciclo… mas a vida, com seu jeito misterioso, nem sempre entrega isso.

Uma mulher partiu, carregando uma dor que talvez ninguém soubesse medir.
E no momento final, quando muitos se reconciliam, ela escolheu o silêncio.
Escolheu a distância.
E isso machuca — não só quem fica, mas também quem observa.

Mas existe algo importante nisso tudo:
o perdão, mesmo quando não é visível, não deixa de ser um processo. Nem sempre ele acontece diante dos nossos olhos. Às vezes, quem parte não consegue liberar aquilo que a vida inteira pesou.
Não porque não queira, mas porque simplesmente não alcançou forças para isso.

E quem fica… fica com perguntas.
Com um vazio que parece dizer: “não deu tempo”.

Só que a verdade é que cada um encerra sua caminhada do jeito que consegue.
A ausência dela naquele último instante não define toda a história que viveram.
Não invalida os afetos que existiram.
E nem é prova absoluta de que não havia perdão — apenas mostra que ela lutava com dores que talvez nunca tenha conseguido nomear.

A partida dela deixa uma lição quase sussurrada:
as mágoas que guardamos pesam mais na hora do adeus do que nos dias comuns.
E isso nos chama — nós que ainda estamos aqui — a resolver o que precisa ser resolvido enquanto o tempo ainda está nas nossas mãos.

Que essa história, tão dura e humana, sirva não como uma ferida que insiste em doer,
mas como um lembrete suave e profundo:
a vida é breve demais para levar pedras no bolso.
E longa o suficiente para escolher, todos os dias, um pouco mais de leveza.

Mary Marques



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