Quando eu partir, não digas que me fui cedo. A vida não se mede em anos, mede-se em intensidade e eu existi o bastante para ser inteira.
Ao longo da jornada, cruzamos risos que revelaram verdades, dores que depuraram o espírito e silêncios que, mesmo mudos, disseram tudo.
Os abraços, os gestos, os desabafos e as bênçãos, tudo isso foi o tecido invisível que costurou a minha presença neste mundo.
Quando eu partir, lembra-te de que nenhum dia foi desperdiçado.
Vivi cada instante como quem sabe que o tempo é um mestre impiedoso, porém generoso com quem o honra.
E partirei grata, não pelos anos que tive, mas pela profundidade com que pude habitá-los.
Aliás eu te pergunto, participou de algum momento da minha existência?
Sentiu meu abraço caloroso ou até mesmo desabafou comigo?
Ou talvez ainda eu desabei com você?
Pois é, vivi a vida!
Mary Marques

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