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05/12/25

Sobre a Árvore de Natal...

 Todos sabemos que a árvore de Natal é simbólica, claro.

Mas, quando somos crianças, nada disso importa: a gente vibra, fica elétrico só de ver aquela árvore iluminada dentro de casa. E se tiver presentes embaixo então… aí o coração dispara! A expectativa, a curiosidade — qual será o meu? — tudo vira magia pura.

Lembro que, na minha infância, houve um ano especial. A árvore estava montada e havia presentes para todos. Minha mãe, com seus nove filhos, comprou cada presente ao longo do ano, juntando carinho em forma de pacotinhos.

Aquele Natal foi mágico. Brilha até hoje na memória.

Depois cresci. Casei com uma família religiosa em que a árvore não fazia parte das tradições natalinas. Eu, ainda adolescente, segui a religiosidade deles. Durante meu casamento, até montei  uma árvore algumas vezes… mas não tinha o mesmo encanto. Eu sabia que, dentro daquele contexto, aquilo não era bem visto. E magia que é magia não se força — ela nasce.

E então chegou este ano, depois de 40 anos de casados, já não sigo a religião deles, descobri que Deus está dentro de nós e em cada ação, pensamentos, atitudes e  comportamentos.

Meu marido sugeriu: “Podíamos montar uma árvore de Natal.”

E algo dentro de mim despertou. Minha  terceira geração estará reunida antes do Natal — netos, bisneto, genros, filhos — e teremos surpresas para todos.

Ontem comprei a árvore. E, no meio dos embrulhos, senti aquele mesmo calorzinho do Natal da minha infância. A magia voltou.

Enchi os presentes com carinho, como quem coloca luz dentro de cada papel colorido.

Reunir minha família é um presente em si. Vejo, com muita clareza, o quanto Deus tem sido generoso conosco. Nem todos têm esse privilégio — e muitos, quando têm, deixam escapar pelos dedos.


Somos abençoados.

E nossa família inteira é abençoada.

Mary Marques



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26/11/25

Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

 Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

A gente espera reconciliação, um último toque, uma palavra que feche o ciclo… mas a vida, com seu jeito misterioso, nem sempre entrega isso.

Uma mulher partiu, carregando uma dor que talvez ninguém soubesse medir.
E no momento final, quando muitos se reconciliam, ela escolheu o silêncio.
Escolheu a distância.
E isso machuca — não só quem fica, mas também quem observa.

Mas existe algo importante nisso tudo:
o perdão, mesmo quando não é visível, não deixa de ser um processo. Nem sempre ele acontece diante dos nossos olhos. Às vezes, quem parte não consegue liberar aquilo que a vida inteira pesou.
Não porque não queira, mas porque simplesmente não alcançou forças para isso.

E quem fica… fica com perguntas.
Com um vazio que parece dizer: “não deu tempo”.

Só que a verdade é que cada um encerra sua caminhada do jeito que consegue.
A ausência dela naquele último instante não define toda a história que viveram.
Não invalida os afetos que existiram.
E nem é prova absoluta de que não havia perdão — apenas mostra que ela lutava com dores que talvez nunca tenha conseguido nomear.

A partida dela deixa uma lição quase sussurrada:
as mágoas que guardamos pesam mais na hora do adeus do que nos dias comuns.
E isso nos chama — nós que ainda estamos aqui — a resolver o que precisa ser resolvido enquanto o tempo ainda está nas nossas mãos.

Que essa história, tão dura e humana, sirva não como uma ferida que insiste em doer,
mas como um lembrete suave e profundo:
a vida é breve demais para levar pedras no bolso.
E longa o suficiente para escolher, todos os dias, um pouco mais de leveza.

Mary Marques



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25/11/25

A Tenda Que Se Desfaz

 

🌿 A Tenda Que Se Desfaz — Reflexão Profunda
Há momentos em que a vida parece perder a forma.
Aquilo que antes era previsível vira confusão,
o que era firme começa a balançar,
e o que parecia seguro se desmonta diante dos nossos olhos.
É natural pensar que estamos perdendo algo.
Mas, em silêncio, Deus sussurra outra verdade:
“Não temas. Não é perda — é transição.”
A tenda que te abrigou até aqui cumpriu o propósito dela.
A estação que te moldou já entregou o que precisava entregar.
E quando a tenda se desfaz, não é sinal de abandono…
é apenas o aviso divino de que o espaço ficou pequeno
para o que você está prestes a se tornar.
A bagunça não é caos;
é a preparação de um novo cenário.
É o mundo antigo se despedindo
para que o novo possa ter espaço para chegar.
Quando Deus decide te alargar,
Ele primeiro afrouxa as estacas do lugar onde você está.
Primeiro vem o incômodo,
depois o desajuste,
depois a desmontagem.
Parece confusão,
mas é só o terreno sendo liberado.
E então Ele diz, com aquela firmeza que acolhe:
“Alarga o espaço da tua tenda.
Estende as cortinas.
Não economiza nas cordas.
Firma bem as estacas.”
Não é um convite tímido.
É um chamado para expansão.
Para deixar de caber apenas no que é familiar
e passar a caber no que é verdadeiro.
A tenda que caiu não era o seu fim.
Era apenas o limite do ciclo antigo.
E agora, diante do chão vazio,
Deus te entrega novas estacas,
novas cordas,
novo horizonte.
Respira fundo.
A vida não está ruindo —
está sendo reorganizada para caber em você.
🌿🌷🌿🌷🌿


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06/11/25

Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre.

 Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre.

Porque todo afeto é feito de pessoas. E pessoas são incompletas e imperfeitas, o amor também.
Tem gente que imagina o amor como solução. Não entendeu que amor é construção...
40 anos de casados!

Onde o silêncio abraça e o tempo parece tirar férias.

O chalé nos guardou como se fosse cúmplice,
cercado de privacidade, calor de lareira
e aquele frescor do ar-condicionado que beija a pele no momento certo.
Os lençóis foram céu macio,
as toalhas, nuvens dobradas com carinho,
e os travesseiros… companheiros fiéis de sonhos antigos e novos.
A banheira virou um templo de paz,
onde rimos baixinho, lembrando das manhãs da juventude
e brindando os anos que ainda virão.
O café da manhã tinha sabor de vida lenta,
de cuidado, presença e começo de dia perfeito.
Regia, a anfitriã? Um sorriso em forma de gente,
tecendo detalhes que só quem entende de acolher consegue ver.
Tudo feito com Capricho!
Saímos com o coração cheio,
como quem fecha um capítulo bonito
e percebe que o próximo promete ainda mais luz.


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25/10/25

Foi libertador!

 Eu sempre fui aquela que buscava a aceitação dos outros — vivia tentando agradar a todos: família, parentes, amigos… até que um dia percebi que esse esforço constante me afastava de mim mesma. Descobri que quem realmente me quer por perto não precisa que eu esteja sempre disponível, apenas presente de verdade.

Com o tempo, meu círculo foi diminuindo — e junto com ele, o peso das correntes que eu mesma havia colocado. Hoje, não sinto necessidade de saber da vida de quem está fora desse círculo, nem quero que saibam da minha. Minhas alegrias e minhas dores compartilho apenas com aqueles que demonstram amor genuíno por mim.

Sigo em paz com essa escolha — e posso dizer, com toda certeza: foi libertador.

Mary Marques



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