Todos sabemos que a árvore de Natal é simbólica, claro.
Mas, quando somos crianças, nada disso importa: a gente vibra, fica elétrico só de ver aquela árvore iluminada dentro de casa. E se tiver presentes embaixo então… aí o coração dispara! A expectativa, a curiosidade — qual será o meu? — tudo vira magia pura.
Lembro que, na minha infância, houve um ano especial. A árvore estava montada e havia presentes para todos. Minha mãe, com seus nove filhos, comprou cada presente ao longo do ano, juntando carinho em forma de pacotinhos.
Aquele Natal foi mágico. Brilha até hoje na memória.
Depois cresci. Casei com uma família religiosa em que a árvore não fazia parte das tradições natalinas. Eu, ainda adolescente, segui a religiosidade deles. Durante meu casamento, até montei uma árvore algumas vezes… mas não tinha o mesmo encanto. Eu sabia que, dentro daquele contexto, aquilo não era bem visto. E magia que é magia não se força — ela nasce.
E então chegou este ano, depois de 40 anos de casados, já não sigo a religião deles, descobri que Deus está dentro de nós e em cada ação, pensamentos, atitudes e comportamentos.
Meu marido sugeriu: “Podíamos montar uma árvore de Natal.”
E algo dentro de mim despertou. Minha terceira geração estará reunida antes do Natal — netos, bisneto, genros, filhos — e teremos surpresas para todos.
Ontem comprei a árvore. E, no meio dos embrulhos, senti aquele mesmo calorzinho do Natal da minha infância. A magia voltou.
Enchi os presentes com carinho, como quem coloca luz dentro de cada papel colorido.
Reunir minha família é um presente em si. Vejo, com muita clareza, o quanto Deus tem sido generoso conosco. Nem todos têm esse privilégio — e muitos, quando têm, deixam escapar pelos dedos.
Somos abençoados.
E nossa família inteira é abençoada.
Mary Marques
%2009.38.22_319218ec.jpg)
0 comentários:
Postar um comentário