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16/01/26

Quando eu partir...

 Quando eu partir, não digas que me fui cedo. A vida não se mede em anos, mede-se em intensidade e  eu existi o bastante para ser inteira.

Ao longo da jornada, cruzamos risos que revelaram verdades, dores que depuraram o espírito e silêncios que, mesmo mudos, disseram tudo.

Os abraços, os gestos, os desabafos e as bênçãos, tudo isso foi o tecido invisível que costurou a minha presença neste mundo.

Quando eu partir, lembra-te de que nenhum dia foi desperdiçado. 

Vivi cada instante como quem sabe que o tempo é um mestre impiedoso, porém generoso com quem o honra.

E partirei grata, não pelos anos que tive, mas pela profundidade com que pude habitá-los.

Aliás eu te pergunto, participou de algum momento da minha existência?

Sentiu meu abraço caloroso ou até mesmo desabafou comigo?

Ou talvez ainda eu desabei com você?

Pois é, vivi a vida!

Mary Marques



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27/12/25

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Há um vazio difícil de explicar quando percebemos

que, para nos ver vivos, é preciso quase implorar — negociar tempo, justificar sentimentos, pagar a distância.

Mas para a morte, não há obstáculos: não falta dinheiro, não falta esforço, não falta agenda.

A ausência, curiosamente, só pesa quando já não há mais quem a sinta.

Isso não fala sobre amor inexistente, mas sobre prioridades confusas. Muitos só entendem o valor da presença quando ela já não pode mais ser entregue.

A morte impõe uma solenidade que a vida, injustamente, não recebe.

Como se o cotidiano fosse eterno e o adeus, urgente.

O pensamento machuca porque revela uma verdade

incômoda: amar vivo exige escolha, renúncia, responsabilidade.

Honrar os mortos é mais simples — não exige convivência, nem paciência, nem entrega diária.

Talvez a maior tragédia não seja faltar ao enterro, mas faltar à vida enquanto ela ainda chama.

Porque no fim, o que mais dói não é quem partiu… é quem ficou esperando por quem ainda podia ter vindo.

 Mary Marques




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18/12/25

Será que a transformação só acontece quando a exaustão chega?

 Às vezes me pergunto se o ser humano precisa mesmo levar o corpo ao limite para conseguir mudar a mente.

Será que a transformação só acontece quando a exaustão chega, quando o cansaço cala o pensamento crítico e o corpo pede arrego?

Existe uma linha tênue — e perigosa — entre superação e quebra.

Quando o corpo está exausto, a mente fica vulnerável. E mente vulnerável é terreno fértil para ideias prontas, discursos sedutores e “verdades” empacotadas como solução rápida. Não é evolução… é rendição disfarçada de progresso.

Muitos movimentos que surgem como “moda” vendem a ideia de que o sofrimento extremo purifica, acorda, liberta. Mas até que ponto isso não é só manipulação elegante?

Quando alguém está no limite, ela não escolhe — ela aceita. Não reflete — absorve. Não decide — segue.

A verdadeira mudança não deveria nascer do colapso, mas da consciência.

Não do corpo quebrado, mas da mente desperta.

Não da pressão coletiva, mas do silêncio interno que questiona.

Transformação real não precisa gritar, nem humilhar o corpo para existir.

Ela acontece quando há lucidez, autonomia e coragem de pensar por conta própria — mesmo indo contra a maré.

Talvez o maior ato revolucionário hoje não seja aguentar mais…

Mas pensar melhor.

Mary Marques



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05/12/25

Sobre a Árvore de Natal...

 Todos sabemos que a árvore de Natal é simbólica, claro.

Mas, quando somos crianças, nada disso importa: a gente vibra, fica elétrico só de ver aquela árvore iluminada dentro de casa. E se tiver presentes embaixo então… aí o coração dispara! A expectativa, a curiosidade — qual será o meu? — tudo vira magia pura.

Lembro que, na minha infância, houve um ano especial. A árvore estava montada e havia presentes para todos. Minha mãe, com seus nove filhos, comprou cada presente ao longo do ano, juntando carinho em forma de pacotinhos.

Aquele Natal foi mágico. Brilha até hoje na memória.

Depois cresci. Casei com uma família religiosa em que a árvore não fazia parte das tradições natalinas. Eu, ainda adolescente, segui a religiosidade deles. Durante meu casamento, até montei  uma árvore algumas vezes… mas não tinha o mesmo encanto. Eu sabia que, dentro daquele contexto, aquilo não era bem visto. E magia que é magia não se força — ela nasce.

E então chegou este ano, depois de 40 anos de casados, já não sigo a religião deles, descobri que Deus está dentro de nós e em cada ação, pensamentos, atitudes e  comportamentos.

Meu marido sugeriu: “Podíamos montar uma árvore de Natal.”

E algo dentro de mim despertou. Minha  terceira geração estará reunida antes do Natal — netos, bisneto, genros, filhos — e teremos surpresas para todos.

Ontem comprei a árvore. E, no meio dos embrulhos, senti aquele mesmo calorzinho do Natal da minha infância. A magia voltou.

Enchi os presentes com carinho, como quem coloca luz dentro de cada papel colorido.

Reunir minha família é um presente em si. Vejo, com muita clareza, o quanto Deus tem sido generoso conosco. Nem todos têm esse privilégio — e muitos, quando têm, deixam escapar pelos dedos.


Somos abençoados.

E nossa família inteira é abençoada.

Mary Marques



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26/11/25

Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

 Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

A gente espera reconciliação, um último toque, uma palavra que feche o ciclo… mas a vida, com seu jeito misterioso, nem sempre entrega isso.

Uma mulher partiu, carregando uma dor que talvez ninguém soubesse medir.
E no momento final, quando muitos se reconciliam, ela escolheu o silêncio.
Escolheu a distância.
E isso machuca — não só quem fica, mas também quem observa.

Mas existe algo importante nisso tudo:
o perdão, mesmo quando não é visível, não deixa de ser um processo. Nem sempre ele acontece diante dos nossos olhos. Às vezes, quem parte não consegue liberar aquilo que a vida inteira pesou.
Não porque não queira, mas porque simplesmente não alcançou forças para isso.

E quem fica… fica com perguntas.
Com um vazio que parece dizer: “não deu tempo”.

Só que a verdade é que cada um encerra sua caminhada do jeito que consegue.
A ausência dela naquele último instante não define toda a história que viveram.
Não invalida os afetos que existiram.
E nem é prova absoluta de que não havia perdão — apenas mostra que ela lutava com dores que talvez nunca tenha conseguido nomear.

A partida dela deixa uma lição quase sussurrada:
as mágoas que guardamos pesam mais na hora do adeus do que nos dias comuns.
E isso nos chama — nós que ainda estamos aqui — a resolver o que precisa ser resolvido enquanto o tempo ainda está nas nossas mãos.

Que essa história, tão dura e humana, sirva não como uma ferida que insiste em doer,
mas como um lembrete suave e profundo:
a vida é breve demais para levar pedras no bolso.
E longa o suficiente para escolher, todos os dias, um pouco mais de leveza.

Mary Marques



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25/11/25

A Tenda Que Se Desfaz

 

🌿 A Tenda Que Se Desfaz — Reflexão Profunda
Há momentos em que a vida parece perder a forma.
Aquilo que antes era previsível vira confusão,
o que era firme começa a balançar,
e o que parecia seguro se desmonta diante dos nossos olhos.
É natural pensar que estamos perdendo algo.
Mas, em silêncio, Deus sussurra outra verdade:
“Não temas. Não é perda — é transição.”
A tenda que te abrigou até aqui cumpriu o propósito dela.
A estação que te moldou já entregou o que precisava entregar.
E quando a tenda se desfaz, não é sinal de abandono…
é apenas o aviso divino de que o espaço ficou pequeno
para o que você está prestes a se tornar.
A bagunça não é caos;
é a preparação de um novo cenário.
É o mundo antigo se despedindo
para que o novo possa ter espaço para chegar.
Quando Deus decide te alargar,
Ele primeiro afrouxa as estacas do lugar onde você está.
Primeiro vem o incômodo,
depois o desajuste,
depois a desmontagem.
Parece confusão,
mas é só o terreno sendo liberado.
E então Ele diz, com aquela firmeza que acolhe:
“Alarga o espaço da tua tenda.
Estende as cortinas.
Não economiza nas cordas.
Firma bem as estacas.”
Não é um convite tímido.
É um chamado para expansão.
Para deixar de caber apenas no que é familiar
e passar a caber no que é verdadeiro.
A tenda que caiu não era o seu fim.
Era apenas o limite do ciclo antigo.
E agora, diante do chão vazio,
Deus te entrega novas estacas,
novas cordas,
novo horizonte.
Respira fundo.
A vida não está ruindo —
está sendo reorganizada para caber em você.
🌿🌷🌿🌷🌿


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06/11/25

Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre.

 Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre.

Porque todo afeto é feito de pessoas. E pessoas são incompletas e imperfeitas, o amor também.
Tem gente que imagina o amor como solução. Não entendeu que amor é construção...
40 anos de casados!

Onde o silêncio abraça e o tempo parece tirar férias.

O chalé nos guardou como se fosse cúmplice,
cercado de privacidade, calor de lareira
e aquele frescor do ar-condicionado que beija a pele no momento certo.
Os lençóis foram céu macio,
as toalhas, nuvens dobradas com carinho,
e os travesseiros… companheiros fiéis de sonhos antigos e novos.
A banheira virou um templo de paz,
onde rimos baixinho, lembrando das manhãs da juventude
e brindando os anos que ainda virão.
O café da manhã tinha sabor de vida lenta,
de cuidado, presença e começo de dia perfeito.
Regia, a anfitriã? Um sorriso em forma de gente,
tecendo detalhes que só quem entende de acolher consegue ver.
Tudo feito com Capricho!
Saímos com o coração cheio,
como quem fecha um capítulo bonito
e percebe que o próximo promete ainda mais luz.


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25/10/25

Foi libertador!

 Eu sempre fui aquela que buscava a aceitação dos outros — vivia tentando agradar a todos: família, parentes, amigos… até que um dia percebi que esse esforço constante me afastava de mim mesma. Descobri que quem realmente me quer por perto não precisa que eu esteja sempre disponível, apenas presente de verdade.

Com o tempo, meu círculo foi diminuindo — e junto com ele, o peso das correntes que eu mesma havia colocado. Hoje, não sinto necessidade de saber da vida de quem está fora desse círculo, nem quero que saibam da minha. Minhas alegrias e minhas dores compartilho apenas com aqueles que demonstram amor genuíno por mim.

Sigo em paz com essa escolha — e posso dizer, com toda certeza: foi libertador.

Mary Marques



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07/10/25

Ser Humano bons, não estão condicionados a RELIGIÃO!

Ledo engano...

Acreditar que para ser bom é preciso ser religioso,

ou que a bondade se mede pelo quanto se lê a Bíblia.

Se assim fosse,

quantos corações estariam perdidos?

Segundo o Pew Research, apenas 36% dos cristãos do mundo são evangélicos…

e o restante? Estariam condenados?

A verdade é simples, quase sussurrada:

você só dá o que habita o seu coração.

E isso independe do nome que você dá à sua fé —

cristão, espírita, umbandista, ateu...

rótulos são apenas sons,

mas o amor é silêncio que age.

Quando você se reconhece humano —

capaz de estender a mão e de precisar dela —

as muralhas do orgulho se desfazem.

Então você entende:

não é a religião que te faz bom,

mas o teu caráter,

tuas virtudes,

teu comportamento,

tuas ações,

e o amor que move cada uma delas.

Mary Marques




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09/09/25

Carta ao meu marido, quando ele se tornou bisavô.

 “Meu bem querer, ver você se tornar bisavô é uma das cenas mais emocionante das nossas vida. Olhar para você, com aquele brilho nos olhos, segurando um pedaço do nosso futuro, me faz lembrar de tudo o que já vivemos juntos: cada passo, cada lágrima, cada vitória, cada sonho que plantamos lado a lado.

O nosso amor atravessou o tempo, deu frutos, criou raízes profundas e agora floresce em mais uma geração. Nos olhos do nosso bisneto, eu vejo você e  a nossa história.

Você é bisavô, porque tudo o que você deu ao mundo foi amor — e o amor verdadeiro nunca acaba. Ele continua, cresce e se eterniza naqueles que vieram depois de nós. E enquanto houver vida nos nossos descendentes, uma parte de nós dois será infinita.

Obrigada por ter sido meu companheiro nessa caminhada. O melhor de todos os nossos capítulos ainda está acontecendo: ver o amor que construímos seguir vivo nos corações da nossa família. Eu te amo ontem, hoje e em cada geração que ainda virá.”

24/08/2025

Mary Marques



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25/08/25

Carta para mim mesma – O dia em que me tornei bisavó!

 Me tornei bisavó porque o tempo, com toda a sua sabedoria, me permitiu viver o suficiente para ver a vida florescer de novo e de novo. Carrego no peito a memória de quem eu já fui: uma menina cheia de sonhos, uma mulher aprendendo a se conhecer, uma mãe se descobrindo no amor, uma avó que se emocionava com cada risada dos netos. E agora, uma bisavó, abençoada por presenciar um milagre que não cabe em palavras: a continuidade.

Me tornei bisavó porque o amor que plantei não morreu. Ele atravessou o tempo, sobreviveu às minhas dores, cresceu junto com minhas vitórias e chegou até aqui, transformado em novos corações que batem do lado de fora de mim. Cada nova vida na minha família é um pedaço meu e do meu bem querer, uma poesia escrita sem papel, mas gravada na eternidade.

Ser bisavó é olhar para trás e entender que tudo valeu a pena. Cada riso, cada lágrima, cada noite em claro, cada renúncia. Tudo me trouxe até este momento: o de segurar nas mãos um pedacinho do futuro, feito de sangue, memória e esperança. É como se a vida me sussurrasse: “Veja, você deixou sua marca. Você está no mundo para além de você mesma.”

Eu me tornei bisavó porque, apesar dos tropeços, eu amei. E amar, no fim das contas, é o que nos mantém vivos, mesmo depois que partirmos. No olhar de um bisneto, eu me encontro jovem outra vez. No sorriso dele, eu vejo o reflexo da minha própria história, renascendo.

E, enquanto escrevo estas palavras, sinto uma gratidão imensa. Pela vida, por quem eu fui, por quem eu sou e por tudo o que ainda continua através de mim. Porque ser bisavó é isso: é existir em muitas formas ao mesmo tempo, é ser raiz e também ser flor.

Sou bisavó porque o amor que plantei floresceu além do tempo. E enquanto houver vida nos meus descendentes, uma parte de mim será eterna.

Mary Marques



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03/08/25

Não dê asas aos seus fantasmas!

Tem fantasmas que não moram em casas mal-assombradas, mas sim dentro da gente. Eles surgem silenciosos, sem correntes ou gritos, apenas com o sussurro da dúvida, o frio do medo e o peso da dor não curada. São aqueles pensamentos que se escondem atrás de um sorriso forçado, que se camuflam no “tá tudo bem” dito com a voz trêmula. Mas o perigo maior não é tê-los — é alimentá-los.

A gente dá asas aos nossos fantasmas quando acredita em tudo o que eles dizem. Quando deixamos que o medo dite o próximo passo, que a insegurança pinte o futuro com tons de tragédia e que as lembranças ruins escrevam sozinhas o roteiro da nossa vida. Eles crescem quando repetimos, como um mantra cruel: "eu não sou capaz", "ninguém vai me amar", "nada vai dar certo". Cada vez que nos abandonamos, eles crescem. Cada vez que nos culpamos por sentir, eles ganham força. E voam. Voam alto. Voam soltos.

Mas a verdade é que fantasmas não têm asas — somos nós que damos.

Não são as lembranças do passado que nos prendem, e sim o apego a elas. Não é o medo que nos paralisa, mas sim o fato de o ouvirmos como se fosse um oráculo. A dor quer ser sentida, sim, mas não eternizada. A decepção quer ser entendida, mas não pode virar identidade. O trauma precisa ser olhado com coragem, mas não deve definir quem somos. Fantasmas são criações da nossa mente tentando dar forma ao que não conseguimos entender. Mas, veja bem, entender não é a mesma coisa que se prender.

E sabe o que acontece quando a gente para de dar asas aos fantasmas? A gente começa a caminhar com os pés no chão, com o coração mais leve. A esperança volta a fazer morada, e o mundo, antes cinza, começa a revelar outras cores. Porque por mais que os fantasmas sejam barulhentos, a nossa alma ainda sussurra mais alto, se tivermos coragem de ouvir.

É preciso deixar que os fantasmas se cansem da nossa ausência. Que, sem alimento, sem medo e sem drama, eles se dissolvam como neblina ao sol. Não há libertação mais poderosa do que olhar para o que nos assombra e dizer: “eu te vejo, mas você não me comanda mais.”

Não dê asas ao que te prende. Dê asas a si mesmo.
Aos seus sonhos, à sua cura, ao seu novo capítulo.
Porque tem vida depois do medo. Tem sol depois da noite. E tem você — inteiro — depois dos fantasmas.

E quando você dá asas para estes fantasmas, você  se destrói e destrói o outro.

Mary Marques



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08/06/25

"Humor sem empatia é só crueldade com aplauso."

Nas últimas semanas, a internet voltou seus olhos — e seus julgamentos — para o humorista Léo Lins. Conhecido por suas piadas “pesadas”, ele virou o centro de mais uma polêmica, após falas que muitos consideraram desumanas, ofensivas e até perversas. E, sinceramente? A reação de choque faz todo o sentido.

Mas mais do que cancelar ou defender cegamente, é preciso refletir: Qual é o limite do humor? E o que revela sobre nós aquilo que rimos?

Léo Lins construiu uma carreira apostando no humor ácido, aquele que cutuca feridas sociais e, muitas vezes, escancara preconceitos com a desculpa de que “é só piada”. Mas quando uma piada usa o sofrimento de pessoas com deficiência, minorias ou vítimas de tragédias como ferramenta de riso... a linha entre provocação e perversidade se apaga.

O riso é um espelho. Rimos daquilo que reconhecemos, que nos alivia ou que, de alguma forma, nos distancia da dor. Mas quando o humor se torna um palco para normalizar preconceitos, zombar da vulnerabilidade alheia ou anestesiar a empatia, ele deixa de ser arte — e vira arma.

Não se trata de censura. Se trata de consciência.

Piadas têm poder. Elas moldam cultura, reforçam ideias, educam sem parecer aula. Quando um comediante escolhe rir de alguém — em vez de rir com alguém —, ele está fazendo mais do que contar uma piada: está mostrando sua visão de mundo. E quando a plateia aplaude, está dizendo: “concordamos com você”.

É por isso que a polêmica de Léo Lins não é só sobre ele. É sobre todos nós. Sobre o que consumimos, o que compartilhamos e o que normalizamos em nome do "é só brincadeira".

Que o humor continue livre, sim. Mas que seja também humano. Porque fazer rir sem desrespeitar é possível — e necessário. Afinal, empatia não mata o humor. Ela só o amadurece.

Mary Marques



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28/05/25

Amor, Likes e Despedidas: quando a separação vira espetáculo!


Vivemos tempos em que o amor acontece diante de câmeras e termina em notas de esclarecimento no Instagram. Casais influenciadores, que antes compartilhavam sorrisos ensaiados, viagens perfeitas e declarações embaladas por trilhas sonoras emocionantes, agora anunciam o fim com textos padronizados e hashtags de superação.

E o público? Ah, o público... se divide entre o tribunal e a arquibancada. Tem quem julgue: "sabia que não ia durar", como se o amor tivesse que se sustentar apenas pelos olhos dos seguidores. Tem quem idolatre: "vocês eram meu casal favorito", como se o relacionamento fosse uma série cancelada antes do final feliz. E tem os que especulam, investigam, comentam como peritos emocionais sem diploma: "ela parecia mais investida", "ele já estava estranho".

Mas ninguém pergunta: como estão eles de verdade?

É curioso — e triste — como nos tornamos espectadores do fim de algo que só os dois sabiam como era de verdade. Porque no fim das contas, por trás dos filtros, dos reels sincronizados e dos presentes de Dia dos Namorados patrocinados, havia duas pessoas tentando amar sob os holofotes. E amar sob pressão já é difícil. Amar sendo observado o tempo todo? Quase impossível.

As redes sociais transformaram a intimidade em conteúdo, e com isso, criamos uma cultura que romantiza o começo e escarnece do fim. Como se o término fosse um fracasso, e não uma escolha humana, às vezes até corajosa. Como se fosse obrigatório ser eterno pra ser verdadeiro.

A verdade, que quase ninguém quer ouvir, é que amor não é entretenimento. E que a dor da perda não diminui só porque veio com muitos likes. Pelo contrário: ela vira pauta. E isso, por si só, já é cruel.

Talvez o que a gente precise — como público, como criadores, como pessoas — é reaprender a respeitar o silêncio. Entender que nem tudo precisa de explicação pública. Que nem todo coração partido deve virar tendência. Que às vezes, o melhor que podemos fazer é não comentar. Só sentir empatia. E seguir.

Mary Marques



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20/04/25

Vazios cheios de si!

 Vazios cheios de si!

Vivemos cercados por pessoas vazias. Mas não aquele vazio que acolhe o silêncio e permite reflexão — é um vazio barulhento. Um buraco que grita, que exige, que reclama... e que nunca se sacia.
É gente que não escuta, só espera a sua vez de falar. Que não pergunta como você está — só espera a chance de despejar o próprio caos em cima dos outros.

A empatia virou artigo de luxo. Um acessório bonito que se posta nos stories, mas que falta no olhar, na escuta, na presença real.
Hoje, todo mundo tem um problema gigante. Uma dor intransferível. Um trauma que vira escudo e desculpa pra tudo. E assim, a vida vira uma competição de desgraças: quem sofreu mais? Quem merece mais piedade?

Mas quase ninguém quer solução. Porque resolver dói. Crescer cansa. E dá muito mais trabalho sair do papel de vítima do que colecionar justificativas.
Ficou mais fácil culpar o mundo, o passado, o outro — qualquer um, menos a si mesmo. E nesse teatro de lamentações, o ego é o protagonista, e a autocrítica foi demitida por justa causa.

É como se estivéssemos todos conectados, mas completamente desconectados. Cheios de informação e vazios de sabedoria.
Sabemos falar bonito, escrever legendas inspiradoras, mas na prática... tropeçamos no básico: escutar sem interromper, cuidar sem esperar algo em troca, amar sem cobrar recibo.

Talvez o grande vazio não esteja no mundo, mas no espaço entre uma reclamação e outra. Entre um “ninguém me entende” e o silêncio que nunca permitimos ao outro.

Se a dor é real, a escolha do que fazemos com ela também é.

Mary Marques




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11/04/25

Somos todos fênix.

Às vezes, tudo desmorona.

A vida vem como um incêndio descontrolado e leva embora o que a gente mais queria manter em pé. Sonhos viram cinzas, planos se perdem no vento, e a gente olha pro espelho sem saber quem está ali. E dói. Dói como se o peito tivesse sido arrancado e deixado no chão, queimando junto com o que fomos.

Mas... é aí que entra a fênix.

Essa criatura lendária, que morre em meio às chamas apenas para renascer delas, não é só um mito — é um espelho.

Cada vez que achamos que acabou, que não tem mais saída, que fomos reduzidos ao nada… na verdade, estamos no início do renascimento. Não é bonito. Não é mágico. É cruel, confuso e cansativo. Mas é real.

Crescemos nas cinzas. Reconstruímos com o que sobrou. E o que surge depois — ah, isso sim é mágico.

Você não volta o mesmo. Você volta mais forte. Mais sábio. Mais você.

A fênix nos ensina que perder tudo não é o fim. É só uma vírgula, um recomeço, uma chance de voltar com mais verdade. De voar mais alto, não apesar da dor… mas por causa dela.

Então, quando o mundo parecer escuro e tudo parecer ter ido embora, lembre-se disso:

Você é fênix.
E fênix não desiste.
Fênix queima… mas volta.
Sempre volta.

Mary  Marques



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09/04/25

Epitáfio : Devia ter...

 E quantas vezes já pensamos assim ou até mesmo, pensaremos assim...

Devia ter amado maisTer chorado maisTer visto o sol nascerDevia ter arriscado maisE até errado maisTer feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitadoAs pessoas como elas sãoCada um sabe a alegriaE a dor que traz no coração
O acaso vai me protegerEnquanto eu andar distraídoO acaso vai me protegerEnquanto eu andar
Devia ter complicado menosTrabalhado menosTer visto o sol se pôrDevia ter me importado menosCom problemas pequenosTer morrido de amor
Queria ter aceitadoA vida como ela éA cada um cabe alegriasE a tristeza que vier
O acaso vai me protegerEnquanto eu andar distraídoO acaso vai me protegerEnquanto eu andar
O acaso vai me protegerEnquanto eu andar distraídoO acaso vai me protegerEnquanto eu andar
Devia ter complicado menosTrabalhado menosTer visto o sol se pôr

Titãs


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20/03/25

A vida é uma dança das cadeiras?

 Analisem comigo essa história fictícia e me deem sua opinião!

Vamos lá...

Temos quatro personagens centrais. Preste atenção em cada um para não se perder nos acontecimentos, combinado?

João está noivo de Maria, mas mantém um caso com Joana. As coisas mudam quando Joana engravida. João fica sem rumo: deve terminar o noivado com Maria? Ele decide contar a verdade, e Maria, tomada pela raiva, sente-se traída. Mas largar João não é uma opção — a família dela gosta muito dele, e a pressão social pesa.

Diante disso, Maria toma uma decisão drástica: engravidar também. Além disso, impõe a João uma escolha cruel — afastar-se de Joana e casar-se com ela. Afinal, ter um filho sem casamento seria uma vergonha.

João, dividido entre o amor por Maria e a compaixão por Joana, cede. Corta laços com Joana e constrói sua vida ao lado de Maria.

Trinta anos depois, o filho de Joana decide procurar o pai. João, então, revela a seus filhos a existência desse meio-irmão, cuja idade se aproxima da do primeiro filho que teve com Maria.

Joana, ao saber que João e Maria formaram uma família feliz e bem-sucedida, revive toda a dor e ressentimento. Recorda-se das dificuldades que enfrentou ao criar o filho sozinha. E então, movida pelo rancor, decide se vingar.

A princípio, age sutilmente: liga para a casa do casal e desliga. Depois, começa a perguntar por João, com uma voz suave, instigando a insegurança de Maria. Com o tempo, cada ligação gera uma nova briga entre o casal.

Até que, um dia, Joana vai além. Encontra Maria, se identifica e mente, dizendo que João nunca a deixou e que eles mantiveram um caso por todos esses anos.

Maria, devastada, não consegue lidar com a suposta traição. João jura que tudo é mentira, mas Maria, tomada pela mágoa, pede o divórcio sem pensar duas vezes.

Joana, por sua vez, sente-se vingada. Maria está infeliz, e isso, para ela, é uma vitória.

O tempo passa, e João segue sua vida. Conhece Ângela, envolve-se com ela e se casa novamente. Maria, por outro lado, permanece sozinha — e, com o tempo, se arrepende da decisão precipitada.

Duas décadas se passam, e Maria sente necessidade de reaproximar-se de João. Liga para ele com frequência, convida-o para sua casa, revive memórias do passado. A amizade entre eles se fortalece dia após dia.

Mas e Ângela? Como ela se sente ao ver seu marido idoso mantendo contato constante com a ex-esposa? João, alheio à dor da esposa, vê essa relação como algo natural. Afinal, ele e Maria compartilham três filhos e uma longa história juntos.

E assim, sem perceber, Maria começa a fazer com Ângela exatamente o que Joana fez com ela anos atrás.

Fim!

E agora? O que vocês acham dessa história? Será que a vida é mesmo uma dança das cadeiras, onde um dia ocupamos um lugar e no outro somos obrigados a cedê-lo? Ou será que "pimenta nos olhos dos outros é refresco"?

Sente-se, relaxe e deixe seu comentário!

Mary Marques






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02/03/25

Bodas de Esmeralda!

💎 Bodas de Esmeralda – 40 anos de casamento! 💍✨

Quarenta anos ao lado de quem escolhemos para caminhar, crescer e enfrentar os desafios da vida. Uma jornada de amor, cumplicidade e superação que muitos duvidaram, mas que construímos com dedicação e verdade.

Nos conhecemos ainda muito jovens, aos 16 anos, quando a vida nos trouxe uma grande responsabilidade: a chegada de um filho. Escolhemos ficar juntos, apesar das dúvidas e dos olhares de quem achava que nossa união era movida por interesse. Mas que interesse? Apenas o amor genuíno e a vontade de construir uma vida juntos.

E hoje, completamos 40 anos de casados! 🎉🥂
Celebramos não apenas nosso casamento, mas tudo o que edificamos: nossa família, nossos sonhos e nossa história.

Casamento é assim… Em alguns momentos, você quis desistir, em outros fui eu. Já chorei achando que tudo estava perdido, que o amor tinha se apagado… E sei que você também sentiu o mesmo.

Mas, sempre que a tempestade parecia forte demais, Deus sussurrava ao meu coração:
"Acalme-se, enxugue suas lágrimas. Isso vai passar e, em breve, vocês estarão sorrindo e sonhando novamente."

E aqui estamos nós, 40 anos depois, mais fortes do que nunca. Você é meu confidente, meu apoiador, meu marido, meu amigo. 💖 Você sempre me fez sorrir e sonhar, e juntos construímos uma vida cheia de histórias.

Juntos criamos nossos filhos 👨‍👩‍👧‍👧, vimos nossa família crescer com 5 netos e agora temos um bisneto a caminho! Juntos conquistamos nossa casa 🏡, abrimos uma empresa, celebramos momentos especiais 🎉, viajamos pelo mundo ✈️🛳 e, acima de tudo, sempre nos apoiamos e incentivamos.

Seguimos planejando o futuro, porque sonhar nunca tem idade! Cada passo que damos juntos é uma vitória. Que Deus continue nos abençoando e nos fortalecendo para muitos anos mais.

💎 Bodas de Esmeralda – 40 anos de amor! 💎
🥂 Parabéns para nós! 👩‍🦳👨‍🦳❤️
Nossa caminhada é emocionante, e ainda há muito por viver!



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01/03/25

💫 2.091 corações conectados! 💫


Quando comecei esse canal, era apenas uma ideia, um desejo de compartilhar reflexões sobre relacionamentos, filosofia e desenvolvimento pessoal. Não fazia ideia de quantas pessoas se conectariam com essa jornada. Hoje, olhar para 2.091 inscritos me enche de gratidão.

Cada comentário, cada curtida, cada mensagem de apoio me lembra que não estou sozinho nessa missão. Estamos crescendo juntos, aprendendo, evoluindo. Vocês são mais do que números; são uma comunidade, uma família.

Sei que ainda temos um longo caminho pela frente, mas cada passo até aqui só foi possível por causa de vocês. Obrigado por fazerem parte disso! E se você chegou agora, seja bem-vindo(a). Vem crescer com a gente! 🚀

Rumo aos 10.000!

#Gratidão #2091Inscritos #CrescendoJuntos #DesenvolvimentoPessoal #Filosofia #Relacionamentos

Mary Marques




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