Acredite em seus Sonhos! Conheça meu canal no youtube e faça parte da rede se inscrevendo, curtindo e comentando!

09/04/26

As tâmaras plantadas...

Essa metáfora das tâmaras é daquelas que apertam o coração, mas também iluminam muita coisa.

Dizem que quem planta tâmaras sabe que talvez nunca vá comer daquele fruto. 

A tamareira leva anos, às vezes décadas  pra crescer, dar sombra, florescer e finalmente produzir. 

Quem planta, planta por amor, por visão, por generosidade… planta pensando em quem vem depois.

Ser mãe é muito isso.

Você rega com cuidado, protege do vento, segura quando tá fraco, ensina a crescer… dá sombra quando eles precisam e, muitas vezes, abre mão do seu próprio conforto pra ver eles firmes. 

Só que chega um momento em que a árvore cresce… e segue o próprio caminho, sem olhar pra trás como você gostaria.

E aí vem aquela dor silenciosa:

“Será que esqueceram de tudo?”

Mas aqui vai um pensamento que muda o jogo  e talvez te dê um pouco de paz:

Filhos não esquecem… eles apenas vivem.

O amor que você plantou não some, ele vira base, vira estrutura, vira jeito de ser, mesmo que eles não saibam reconhecer, agradecer ou expressar. 

Nem todo mundo tem maturidade emocional pra valorizar o que recebeu, alguns só entendem depois… às vezes bem depois.

E tem uma verdade meio agridoce nisso tudo:

Quem planta tâmaras não planta pra receber de volta… planta porque tem dentro de si algo que transborda.

Você não errou em amar. Não exagerou em cuidar. Não perdeu nada.

Você construiu.

Agora… se eles vão reconhecer isso hoje, amanhã ou nunca, já não está mais nas suas mãos  e essa parte, por mais difícil que seja, é libertadora.

Mas deixa eu te provocar com carinho:

E se, a partir de agora, você começasse a plantar também pra você?

Porque quem passou a vida inteira sendo solo fértil pros outros… merece, no mínimo, descansar na própria sombra também.

Mary Marques



Leia mais

13/03/26

E relações verdadeiras não são feitas só de concordância.

 Às vezes, a gente descobre algo sobre si mesmo não porque percebeu sozinho, mas porque alguém que amamos colocou um espelho diante de nós.

Quando um filho diz: “você afasta as pessoas pelo que fala”, aquilo pesa no coração. 

Não porque exista ofensa nas palavras, mas porque existe a sensação de injustiça. 

Afinal, quem está ouvindo isso sabe de tudo que faz em silêncio: o dinheiro que ajuda, o tempo que dedica, o apoio que oferece, as mãos estendidas quando alguém precisa.

E então surge a pergunta silenciosa: como algo tão pequeno, uma opinião diferente,  pode apagar tantas atitudes?

Talvez a resposta esteja em uma das contradições mais humanas que existem: as pessoas se acostumam rapidamente com o bem que recebem, mas se incomodam profundamente quando são contrariadas.
O cuidado vira rotina.
A ajuda vira expectativa.
O apoio vira obrigação.

Mas a opinião… ah, a opinião contrária continua sendo sentida como confronto.

Isso não significa que tudo o que foi feito perdeu valor. 

Significa apenas que nem todos estão prontos para ouvir algo que desafie o que pensam ou sentem naquele momento.

Quem ama de verdade nem sempre concorda.
Às vezes, amar também é dizer o que o outro talvez não queira ouvir.

Mas há também uma sabedoria que a vida ensina com o tempo: nem toda verdade precisa ser dita em todos os momentos

Não porque ela esteja errada, mas porque cada coração tem um tempo diferente para escutar.

No fim, talvez a reflexão mais importante não seja se você afasta as pessoas… mas quem permanece mesmo quando você é verdadeiro.

Porque quem fica apenas quando concordamos com tudo não quer a nossa presença, quer apenas o nosso silêncio.

E relações verdadeiras não são feitas só de concordância.
Elas são feitas de respeito suficiente para suportar até as diferenças. 

Mary Marques



Leia mais

10/03/26

 Há algo muito humano  e também muito doloroso,  na relação entre pais e filhos: a dificuldade de enxergar o amor quando ele não vem embrulhado em favoritismo.

Muitos filhos carregam dentro de si a sensação de que o outro foi o preferido. 

Olham para o irmão e enxergam vantagens, cuidados, gestos que parecem maiores do que aqueles que receberam. 

E assim nasce uma comparação silenciosa, que vai apagando da memória tantas pequenas provas de amor que aconteceram ao longo da vida.

O que às vezes não se percebe é que o amor de pai e mãe raramente é dividido em partes iguais, ele é distribuído conforme a necessidade de cada momento. 

Há filhos que precisaram de mais colo, outros de mais firmeza, alguns de mais proteção, outros de mais liberdade. Não porque fossem mais amados, mas porque eram diferentes.

Pais passam anos abrindo mão de si mesmos: noites mal dormidas, preocupações silenciosas, escolhas difíceis, sacrifícios que muitas vezes ninguém vê. 

E mesmo assim, ainda existe o risco de que um filho olhe para tudo isso e diga: 

“Você sempre preferiu o outro.”

Talvez porque o amor verdadeiro não faz propaganda. 

Ele está nas contas pagas, nos conselhos repetidos, nas broncas que queriam proteger, nas oportunidades criadas, nos medos guardados em silêncio.

Com o tempo, muitos filhos acabam percebendo. 

Às vezes só quando também se tornam pais, ou quando a vida mostra o tamanho do esforço que existe por trás de cuidar de alguém.

E então entendem uma grande verdade:
não existia filho preferido, existiam apenas pais tentando amar do melhor jeito que sabiam.

Porque no coração de quem ama de verdade, não há competição entre filhos.
Há apenas um amor imenso tentando alcançar cada um deles à sua maneira.

Mary Marques



Leia mais

08/03/26

 No Dia Internacional da Mulher, é impossível não lembrar de tantas mulheres que caminham ao lado de homens que escolheram trilhar a senda da maçonaria. 

Muitas vezes, os olhares se voltam apenas para o maçom, seus estudos, suas reuniões, seus rituais. Mas, silenciosamente, existe uma presença firme ao lado dele: a esposa.

Ser esposa de um maçom é, muitas vezes, aprender a compreender sem perguntar demais, apoiar sem exigir explicações e confiar em valores que nem sempre são visíveis no cotidiano. 

É entender que aquele homem que sai para uma reunião não vai apenas encontrar amigos,  ele vai lapidar a si mesmo.

E quem vive ao lado de alguém que busca ser melhor, inevitavelmente também participa dessa construção.

Essas mulheres, com paciência e sensibilidade, ajudam a sustentar o equilíbrio da casa enquanto seus companheiros estudam virtudes como justiça, sabedoria e fraternidade. 

Elas não estão dentro do templo físico, mas fazem parte do templo invisível que se constrói na vida familiar.

Porque um homem não se torna melhor sozinho.

Por trás de muitos maçons dedicados existe uma mulher que compreendeu suas ausências, respeitou seus compromissos e, principalmente, acreditou no propósito da caminhada.

Ser esposa de um maçom é, de certa forma, também viver os princípios da fraternidade, da paciência e da construção moral, ainda que de maneira discreta.

E talvez aí esteja uma das formas mais bonitas de força feminina: aquela que não precisa de aplausos para existir, mas que sustenta pilares inteiros sem que muitos percebam.

Neste Dia da Mulher, que se reconheça também essas mulheres, companheiras, amigas, confidentes,  que ajudam a manter viva, dentro do lar, a mesma luz que seus maridos buscam acender no mundo.

Porque enquanto alguns constroem templos com símbolos…

elas ajudam a construir vidas com amor, silêncio e grandeza. 

Mary Marques



Leia mais

06/03/26

Será que exigimos demais de nós?

 Às vezes a vida não está pedindo perfeição… está pedindo apenas coragem.

Curiosamente, quando pensamos em mudar algo em nossa vida . Um trabalho, um relacionamento, um projeto, um sonho antigo, a primeira coisa que fazemos é criar uma lista enorme de exigências para nós mesmos.

“Quando eu tiver mais dinheiro…”

“Quando eu estiver mais preparado…”

“Quando eu tiver mais tempo…”

“Quando eu trabalhar um pouco mais…”

E assim vamos empurrando a vida para frente como quem adia um encontro importante.

Mas, muitas vezes, essas exigências não são prudência… são medo disfarçado de responsabilidade.

O medo de sair do conhecido.

O medo de falhar.

O medo de descobrir que somos capazes  ou de descobrir que o caminho é diferente do que imaginávamos.

Então criamos condições quase impossíveis. Como se disséssemos para a vida:

“Eu mudo… mas só quando tudo estiver perfeitamente seguro.”

O problema é que quase nada verdadeiramente novo nasce da segurança absoluta.

Mudanças sempre pedem um pequeno salto no escuro.

Isso não significa agir sem pensar. Significa entender que esperar condições perfeitas pode ser apenas uma forma elegante de permanecer parado.

Às vezes, não precisamos de mais dinheiro.

Nem de mais tempo.

Nem de mais garantias.

Às vezes precisamos apenas de um pouco mais de coragem para começar com o que já temos.

Porque a vida tem um jeito curioso:

quando damos o primeiro passo, o caminho começa a aparecer.

E aquilo que parecia impossível ontem…amanhã vira apenas a história de quando decidimos parar de exigir tanto de nós mesmos e simplesmente viver. 

Mary Marques



Leia mais

02/03/26

41 anos de casados!

Quarenta e um anos de casamento não é só uma data… é uma travessia.

É ter escolhido a mesma pessoa milhares de vezes, nos dias fáceis e, principalmente, nos dias em que tudo parecia difícil demais.

41 anos é tempo suficiente para ver o amor sair do encantamento juvenil e virar decisão madura. 

É quando o “eu te amo” deixa de ser apenas sentimento e passa a ser atitude: permanecer, cuidar, perdoar, reconstruir.

É ter vivido fases. Sonhos começando. Contas para pagar. Filhos crescendo. Silêncios necessários. Conversas que doeram, mas fortaleceram. Risadas que viraram memória eterna. É olhar para trás e perceber que não foi um conto de fadas,  foi uma construção. 

E construção de verdade tem poeira, tem esforço, mas no final tem solidez.

Quarenta e um anos é entender que amar não é viver sem conflitos, é decidir que nenhum conflito vale mais do que a história construída.

É ter aprendido que o amor não é sobre perfeição. 

É sobre parceria. 

Sobre segurar a mão quando o mundo pesa. 

Sobre continuar acreditando mesmo quando a fase não ajuda. 

Sobre envelhecer juntos — e ainda assim se reconhecer nos olhos do outro.

Porque no fundo, casamento longo não é sobre “dar certo” por acaso. 

É sobre dois adultos que disseram: “vamos continuar”.

E continuar… por 41 anos… é coisa de gente forte.

Meu bem, que venham mais capítulos. Porque uma história assim não é passado, é legado!

Mary Marques



Leia mais

18/02/26

Entre o Amor e os Limites

 Escrevo essa carta não para discutir o passado, mas para aliviar o meu coração.

Durante o seu crescimento, eu estive presente como pude e como soube. Cuidei, eduquei, apoiei, investi tempo, energia e amor. 

Fiz isso porque te amava — e continuo amando. 

Nunca foi obrigação. Sempre foi escolha.

Se em algum momento eu falhei, foi dentro das minhas limitações humanas, não por falta de amor. Quem cuida também erra. 

Quem ama também aprende.

Foi difícil perceber a distância entre nós e, principalmente, sentir que a imagem que você tem de mim não corresponde à intenção que sempre guiou minhas atitudes. 

Ainda assim, respeito o seu momento, sua fase e as influências que fazem parte da sua caminhada.

O que eu não posso fazer é aceitar ser vista apenas quando há necessidade material. 

Relações verdadeiras são construídas em presença, não em conveniência.

Eu não desejo conflito. Não desejo que você escolha lados. 

Só desejo que, um dia, você consiga olhar para nossa história com maturidade e equilíbrio, lembrando não apenas dos possíveis erros, mas também do cuidado, das renúncias e do carinho que existiram.

Meu amor por você não depende de proximidade, mas meu respeito por mim mesma depende de limites.

Se um dia quiser se aproximar de forma sincera, meu coração estará aberto.

Mas ele também estará em paz, independentemente disso.

Com amor,

🌿🌷🌿🌷🌿

Mary Marques



Leia mais

16/01/26

Quando eu partir...

 Quando eu partir, não digas que me fui cedo. A vida não se mede em anos, mede-se em intensidade e  eu existi o bastante para ser inteira.

Ao longo da jornada, cruzamos risos que revelaram verdades, dores que depuraram o espírito e silêncios que, mesmo mudos, disseram tudo.

Os abraços, os gestos, os desabafos e as bênçãos, tudo isso foi o tecido invisível que costurou a minha presença neste mundo.

Quando eu partir, lembra-te de que nenhum dia foi desperdiçado. 

Vivi cada instante como quem sabe que o tempo é um mestre impiedoso, porém generoso com quem o honra.

E partirei grata, não pelos anos que tive, mas pela profundidade com que pude habitá-los.

Aliás eu te pergunto, participou de algum momento da minha existência?

Sentiu meu abraço caloroso ou até mesmo desabafou comigo?

Ou talvez ainda eu desabei com você?

Pois é, vivi a vida!

Mary Marques



Leia mais

27/12/25

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Dói quando a presença só chega quando a vida já virou silêncio.

Há um vazio difícil de explicar quando percebemos

que, para nos ver vivos, é preciso quase implorar — negociar tempo, justificar sentimentos, pagar a distância.

Mas para a morte, não há obstáculos: não falta dinheiro, não falta esforço, não falta agenda.

A ausência, curiosamente, só pesa quando já não há mais quem a sinta.

Isso não fala sobre amor inexistente, mas sobre prioridades confusas. Muitos só entendem o valor da presença quando ela já não pode mais ser entregue.

A morte impõe uma solenidade que a vida, injustamente, não recebe.

Como se o cotidiano fosse eterno e o adeus, urgente.

O pensamento machuca porque revela uma verdade

incômoda: amar vivo exige escolha, renúncia, responsabilidade.

Honrar os mortos é mais simples — não exige convivência, nem paciência, nem entrega diária.

Talvez a maior tragédia não seja faltar ao enterro, mas faltar à vida enquanto ela ainda chama.

Porque no fim, o que mais dói não é quem partiu… é quem ficou esperando por quem ainda podia ter vindo.

 Mary Marques




Leia mais

18/12/25

Será que a transformação só acontece quando a exaustão chega?

 Às vezes me pergunto se o ser humano precisa mesmo levar o corpo ao limite para conseguir mudar a mente.

Será que a transformação só acontece quando a exaustão chega, quando o cansaço cala o pensamento crítico e o corpo pede arrego?

Existe uma linha tênue — e perigosa — entre superação e quebra.

Quando o corpo está exausto, a mente fica vulnerável. E mente vulnerável é terreno fértil para ideias prontas, discursos sedutores e “verdades” empacotadas como solução rápida. Não é evolução… é rendição disfarçada de progresso.

Muitos movimentos que surgem como “moda” vendem a ideia de que o sofrimento extremo purifica, acorda, liberta. Mas até que ponto isso não é só manipulação elegante?

Quando alguém está no limite, ela não escolhe — ela aceita. Não reflete — absorve. Não decide — segue.

A verdadeira mudança não deveria nascer do colapso, mas da consciência.

Não do corpo quebrado, mas da mente desperta.

Não da pressão coletiva, mas do silêncio interno que questiona.

Transformação real não precisa gritar, nem humilhar o corpo para existir.

Ela acontece quando há lucidez, autonomia e coragem de pensar por conta própria — mesmo indo contra a maré.

Talvez o maior ato revolucionário hoje não seja aguentar mais…

Mas pensar melhor.

Mary Marques



Leia mais

05/12/25

Sobre a Árvore de Natal...

 Todos sabemos que a árvore de Natal é simbólica, claro.

Mas, quando somos crianças, nada disso importa: a gente vibra, fica elétrico só de ver aquela árvore iluminada dentro de casa. E se tiver presentes embaixo então… aí o coração dispara! A expectativa, a curiosidade — qual será o meu? — tudo vira magia pura.

Lembro que, na minha infância, houve um ano especial. A árvore estava montada e havia presentes para todos. Minha mãe, com seus nove filhos, comprou cada presente ao longo do ano, juntando carinho em forma de pacotinhos.

Aquele Natal foi mágico. Brilha até hoje na memória.

Depois cresci. Casei com uma família religiosa em que a árvore não fazia parte das tradições natalinas. Eu, ainda adolescente, segui a religiosidade deles. Durante meu casamento, até montei  uma árvore algumas vezes… mas não tinha o mesmo encanto. Eu sabia que, dentro daquele contexto, aquilo não era bem visto. E magia que é magia não se força — ela nasce.

E então chegou este ano, depois de 40 anos de casados, já não sigo a religião deles, descobri que Deus está dentro de nós e em cada ação, pensamentos, atitudes e  comportamentos.

Meu marido sugeriu: “Podíamos montar uma árvore de Natal.”

E algo dentro de mim despertou. Minha  terceira geração estará reunida antes do Natal — netos, bisneto, genros, filhos — e teremos surpresas para todos.

Ontem comprei a árvore. E, no meio dos embrulhos, senti aquele mesmo calorzinho do Natal da minha infância. A magia voltou.

Enchi os presentes com carinho, como quem coloca luz dentro de cada papel colorido.

Reunir minha família é um presente em si. Vejo, com muita clareza, o quanto Deus tem sido generoso conosco. Nem todos têm esse privilégio — e muitos, quando têm, deixam escapar pelos dedos.


Somos abençoados.

E nossa família inteira é abençoada.

Mary Marques



Leia mais

26/11/25

Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

 Às vezes, as despedidas não vêm do jeito que a gente imagina.

A gente espera reconciliação, um último toque, uma palavra que feche o ciclo… mas a vida, com seu jeito misterioso, nem sempre entrega isso.

Uma mulher partiu, carregando uma dor que talvez ninguém soubesse medir.
E no momento final, quando muitos se reconciliam, ela escolheu o silêncio.
Escolheu a distância.
E isso machuca — não só quem fica, mas também quem observa.

Mas existe algo importante nisso tudo:
o perdão, mesmo quando não é visível, não deixa de ser um processo. Nem sempre ele acontece diante dos nossos olhos. Às vezes, quem parte não consegue liberar aquilo que a vida inteira pesou.
Não porque não queira, mas porque simplesmente não alcançou forças para isso.

E quem fica… fica com perguntas.
Com um vazio que parece dizer: “não deu tempo”.

Só que a verdade é que cada um encerra sua caminhada do jeito que consegue.
A ausência dela naquele último instante não define toda a história que viveram.
Não invalida os afetos que existiram.
E nem é prova absoluta de que não havia perdão — apenas mostra que ela lutava com dores que talvez nunca tenha conseguido nomear.

A partida dela deixa uma lição quase sussurrada:
as mágoas que guardamos pesam mais na hora do adeus do que nos dias comuns.
E isso nos chama — nós que ainda estamos aqui — a resolver o que precisa ser resolvido enquanto o tempo ainda está nas nossas mãos.

Que essa história, tão dura e humana, sirva não como uma ferida que insiste em doer,
mas como um lembrete suave e profundo:
a vida é breve demais para levar pedras no bolso.
E longa o suficiente para escolher, todos os dias, um pouco mais de leveza.

Mary Marques



Leia mais

25/11/25

A Tenda Que Se Desfaz

 

🌿 A Tenda Que Se Desfaz — Reflexão Profunda
Há momentos em que a vida parece perder a forma.
Aquilo que antes era previsível vira confusão,
o que era firme começa a balançar,
e o que parecia seguro se desmonta diante dos nossos olhos.
É natural pensar que estamos perdendo algo.
Mas, em silêncio, Deus sussurra outra verdade:
“Não temas. Não é perda — é transição.”
A tenda que te abrigou até aqui cumpriu o propósito dela.
A estação que te moldou já entregou o que precisava entregar.
E quando a tenda se desfaz, não é sinal de abandono…
é apenas o aviso divino de que o espaço ficou pequeno
para o que você está prestes a se tornar.
A bagunça não é caos;
é a preparação de um novo cenário.
É o mundo antigo se despedindo
para que o novo possa ter espaço para chegar.
Quando Deus decide te alargar,
Ele primeiro afrouxa as estacas do lugar onde você está.
Primeiro vem o incômodo,
depois o desajuste,
depois a desmontagem.
Parece confusão,
mas é só o terreno sendo liberado.
E então Ele diz, com aquela firmeza que acolhe:
“Alarga o espaço da tua tenda.
Estende as cortinas.
Não economiza nas cordas.
Firma bem as estacas.”
Não é um convite tímido.
É um chamado para expansão.
Para deixar de caber apenas no que é familiar
e passar a caber no que é verdadeiro.
A tenda que caiu não era o seu fim.
Era apenas o limite do ciclo antigo.
E agora, diante do chão vazio,
Deus te entrega novas estacas,
novas cordas,
novo horizonte.
Respira fundo.
A vida não está ruindo —
está sendo reorganizada para caber em você.
🌿🌷🌿🌷🌿


Leia mais

06/11/25

Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre.

 Escolher o mesmo amor todos os dias é um milagre.

Porque todo afeto é feito de pessoas. E pessoas são incompletas e imperfeitas, o amor também.
Tem gente que imagina o amor como solução. Não entendeu que amor é construção...
40 anos de casados!

Onde o silêncio abraça e o tempo parece tirar férias.

O chalé nos guardou como se fosse cúmplice,
cercado de privacidade, calor de lareira
e aquele frescor do ar-condicionado que beija a pele no momento certo.
Os lençóis foram céu macio,
as toalhas, nuvens dobradas com carinho,
e os travesseiros… companheiros fiéis de sonhos antigos e novos.
A banheira virou um templo de paz,
onde rimos baixinho, lembrando das manhãs da juventude
e brindando os anos que ainda virão.
O café da manhã tinha sabor de vida lenta,
de cuidado, presença e começo de dia perfeito.
Regia, a anfitriã? Um sorriso em forma de gente,
tecendo detalhes que só quem entende de acolher consegue ver.
Tudo feito com Capricho!
Saímos com o coração cheio,
como quem fecha um capítulo bonito
e percebe que o próximo promete ainda mais luz.


Leia mais

25/10/25

Foi libertador!

 Eu sempre fui aquela que buscava a aceitação dos outros — vivia tentando agradar a todos: família, parentes, amigos… até que um dia percebi que esse esforço constante me afastava de mim mesma. Descobri que quem realmente me quer por perto não precisa que eu esteja sempre disponível, apenas presente de verdade.

Com o tempo, meu círculo foi diminuindo — e junto com ele, o peso das correntes que eu mesma havia colocado. Hoje, não sinto necessidade de saber da vida de quem está fora desse círculo, nem quero que saibam da minha. Minhas alegrias e minhas dores compartilho apenas com aqueles que demonstram amor genuíno por mim.

Sigo em paz com essa escolha — e posso dizer, com toda certeza: foi libertador.

Mary Marques



Leia mais

07/10/25

Ser Humano bons, não estão condicionados a RELIGIÃO!

Ledo engano...

Acreditar que para ser bom é preciso ser religioso,

ou que a bondade se mede pelo quanto se lê a Bíblia.

Se assim fosse,

quantos corações estariam perdidos?

Segundo o Pew Research, apenas 36% dos cristãos do mundo são evangélicos…

e o restante? Estariam condenados?

A verdade é simples, quase sussurrada:

você só dá o que habita o seu coração.

E isso independe do nome que você dá à sua fé —

cristão, espírita, umbandista, ateu...

rótulos são apenas sons,

mas o amor é silêncio que age.

Quando você se reconhece humano —

capaz de estender a mão e de precisar dela —

as muralhas do orgulho se desfazem.

Então você entende:

não é a religião que te faz bom,

mas o teu caráter,

tuas virtudes,

teu comportamento,

tuas ações,

e o amor que move cada uma delas.

Mary Marques




Leia mais

09/09/25

Carta ao meu marido, quando ele se tornou bisavô.

 “Meu bem querer, ver você se tornar bisavô é uma das cenas mais emocionante das nossas vida. Olhar para você, com aquele brilho nos olhos, segurando um pedaço do nosso futuro, me faz lembrar de tudo o que já vivemos juntos: cada passo, cada lágrima, cada vitória, cada sonho que plantamos lado a lado.

O nosso amor atravessou o tempo, deu frutos, criou raízes profundas e agora floresce em mais uma geração. Nos olhos do nosso bisneto, eu vejo você e  a nossa história.

Você é bisavô, porque tudo o que você deu ao mundo foi amor — e o amor verdadeiro nunca acaba. Ele continua, cresce e se eterniza naqueles que vieram depois de nós. E enquanto houver vida nos nossos descendentes, uma parte de nós dois será infinita.

Obrigada por ter sido meu companheiro nessa caminhada. O melhor de todos os nossos capítulos ainda está acontecendo: ver o amor que construímos seguir vivo nos corações da nossa família. Eu te amo ontem, hoje e em cada geração que ainda virá.”

24/08/2025

Mary Marques



Leia mais

25/08/25

Carta para mim mesma – O dia em que me tornei bisavó!

 Me tornei bisavó porque o tempo, com toda a sua sabedoria, me permitiu viver o suficiente para ver a vida florescer de novo e de novo. Carrego no peito a memória de quem eu já fui: uma menina cheia de sonhos, uma mulher aprendendo a se conhecer, uma mãe se descobrindo no amor, uma avó que se emocionava com cada risada dos netos. E agora, uma bisavó, abençoada por presenciar um milagre que não cabe em palavras: a continuidade.

Me tornei bisavó porque o amor que plantei não morreu. Ele atravessou o tempo, sobreviveu às minhas dores, cresceu junto com minhas vitórias e chegou até aqui, transformado em novos corações que batem do lado de fora de mim. Cada nova vida na minha família é um pedaço meu e do meu bem querer, uma poesia escrita sem papel, mas gravada na eternidade.

Ser bisavó é olhar para trás e entender que tudo valeu a pena. Cada riso, cada lágrima, cada noite em claro, cada renúncia. Tudo me trouxe até este momento: o de segurar nas mãos um pedacinho do futuro, feito de sangue, memória e esperança. É como se a vida me sussurrasse: “Veja, você deixou sua marca. Você está no mundo para além de você mesma.”

Eu me tornei bisavó porque, apesar dos tropeços, eu amei. E amar, no fim das contas, é o que nos mantém vivos, mesmo depois que partirmos. No olhar de um bisneto, eu me encontro jovem outra vez. No sorriso dele, eu vejo o reflexo da minha própria história, renascendo.

E, enquanto escrevo estas palavras, sinto uma gratidão imensa. Pela vida, por quem eu fui, por quem eu sou e por tudo o que ainda continua através de mim. Porque ser bisavó é isso: é existir em muitas formas ao mesmo tempo, é ser raiz e também ser flor.

Sou bisavó porque o amor que plantei floresceu além do tempo. E enquanto houver vida nos meus descendentes, uma parte de mim será eterna.

Mary Marques



Leia mais

03/08/25

Não dê asas aos seus fantasmas!

Tem fantasmas que não moram em casas mal-assombradas, mas sim dentro da gente. Eles surgem silenciosos, sem correntes ou gritos, apenas com o sussurro da dúvida, o frio do medo e o peso da dor não curada. São aqueles pensamentos que se escondem atrás de um sorriso forçado, que se camuflam no “tá tudo bem” dito com a voz trêmula. Mas o perigo maior não é tê-los — é alimentá-los.

A gente dá asas aos nossos fantasmas quando acredita em tudo o que eles dizem. Quando deixamos que o medo dite o próximo passo, que a insegurança pinte o futuro com tons de tragédia e que as lembranças ruins escrevam sozinhas o roteiro da nossa vida. Eles crescem quando repetimos, como um mantra cruel: "eu não sou capaz", "ninguém vai me amar", "nada vai dar certo". Cada vez que nos abandonamos, eles crescem. Cada vez que nos culpamos por sentir, eles ganham força. E voam. Voam alto. Voam soltos.

Mas a verdade é que fantasmas não têm asas — somos nós que damos.

Não são as lembranças do passado que nos prendem, e sim o apego a elas. Não é o medo que nos paralisa, mas sim o fato de o ouvirmos como se fosse um oráculo. A dor quer ser sentida, sim, mas não eternizada. A decepção quer ser entendida, mas não pode virar identidade. O trauma precisa ser olhado com coragem, mas não deve definir quem somos. Fantasmas são criações da nossa mente tentando dar forma ao que não conseguimos entender. Mas, veja bem, entender não é a mesma coisa que se prender.

E sabe o que acontece quando a gente para de dar asas aos fantasmas? A gente começa a caminhar com os pés no chão, com o coração mais leve. A esperança volta a fazer morada, e o mundo, antes cinza, começa a revelar outras cores. Porque por mais que os fantasmas sejam barulhentos, a nossa alma ainda sussurra mais alto, se tivermos coragem de ouvir.

É preciso deixar que os fantasmas se cansem da nossa ausência. Que, sem alimento, sem medo e sem drama, eles se dissolvam como neblina ao sol. Não há libertação mais poderosa do que olhar para o que nos assombra e dizer: “eu te vejo, mas você não me comanda mais.”

Não dê asas ao que te prende. Dê asas a si mesmo.
Aos seus sonhos, à sua cura, ao seu novo capítulo.
Porque tem vida depois do medo. Tem sol depois da noite. E tem você — inteiro — depois dos fantasmas.

E quando você dá asas para estes fantasmas, você  se destrói e destrói o outro.

Mary Marques



Leia mais

08/06/25

"Humor sem empatia é só crueldade com aplauso."

Nas últimas semanas, a internet voltou seus olhos — e seus julgamentos — para o humorista Léo Lins. Conhecido por suas piadas “pesadas”, ele virou o centro de mais uma polêmica, após falas que muitos consideraram desumanas, ofensivas e até perversas. E, sinceramente? A reação de choque faz todo o sentido.

Mas mais do que cancelar ou defender cegamente, é preciso refletir: Qual é o limite do humor? E o que revela sobre nós aquilo que rimos?

Léo Lins construiu uma carreira apostando no humor ácido, aquele que cutuca feridas sociais e, muitas vezes, escancara preconceitos com a desculpa de que “é só piada”. Mas quando uma piada usa o sofrimento de pessoas com deficiência, minorias ou vítimas de tragédias como ferramenta de riso... a linha entre provocação e perversidade se apaga.

O riso é um espelho. Rimos daquilo que reconhecemos, que nos alivia ou que, de alguma forma, nos distancia da dor. Mas quando o humor se torna um palco para normalizar preconceitos, zombar da vulnerabilidade alheia ou anestesiar a empatia, ele deixa de ser arte — e vira arma.

Não se trata de censura. Se trata de consciência.

Piadas têm poder. Elas moldam cultura, reforçam ideias, educam sem parecer aula. Quando um comediante escolhe rir de alguém — em vez de rir com alguém —, ele está fazendo mais do que contar uma piada: está mostrando sua visão de mundo. E quando a plateia aplaude, está dizendo: “concordamos com você”.

É por isso que a polêmica de Léo Lins não é só sobre ele. É sobre todos nós. Sobre o que consumimos, o que compartilhamos e o que normalizamos em nome do "é só brincadeira".

Que o humor continue livre, sim. Mas que seja também humano. Porque fazer rir sem desrespeitar é possível — e necessário. Afinal, empatia não mata o humor. Ela só o amadurece.

Mary Marques



Leia mais

Redes sociais

Facebook Email

Arquivo do blog

Postagens populares

Total de visualizações de página

Seguidores

Postagem em destaque

O nascer de um Livro! O bebê nasceu!

 Fui duvidada sim, fui criticada sim! Após alguns dias, me desanimaram e me desacreditaram, achando que eu estava louca! "Agora vc quer...

Copyright © Tão simples Tão eu | Powered by Blogger
Design by Lizard Themes | Blogger Theme by Lasantha - PremiumBloggerTemplates.com